sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

Companhia

Solidão, amiga mais intima da madrugada
Namorada do tédio

A primeira dama do medo
Tão casada com a decepção
E tem um gosto amargo de saudade

Deve ter também um pacto com esse coração
Por quantas noites não traz nada
Por tantas outras traz o vinho

Prato cheio do que sobra do dia
Massagista do estresse
Mascara com soluços e com aroma salgado
O que eu não quero ver.

Solidão tão rica e prepotente!
Você sabe que aqui sempre pode entrar

Sem Titulo.

Eu sou a minha dor, amigo da dor, entendedor dela mesma por todas as faces indisvendáveis que ela grita de mim. Eu calo a tristeza no peito, abraço com o ar que tiver nos pulmões ... as minhas veias sangrentas escorrem melancolia do meu pranto. Porque eu sou a minha dor, eu crio meus medos e verdades, eu me dou o direito de deixar doer e viver e saber e sentir que essa é a dor que eu carrego por mim mesma no fadado coração enfático que minha mente teatral nutre em mim. A minha dor sou eu, e só eu sei a cura... Eu carrego por querer viver e sentir sair daqui e volta pra ca, a minha dor é o meu lar.

Eva e a Serpente

Eu espero no ócio do tempo
O esboço da paz que eu pretendo sentir
Eu guardo memórias inventadas
Na lembrança do que vamos viver

Eu fico escolhendo as noites
Pra pensar qual delas merece
“Leitar” nosso pequeno pecado

Minha mente é meu veneno
Meu veneno carnavalesco de você
E de repente, ca estou eu ...
Aguardo meu bloco predileto chegar!